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Daytrip por Massada e Mar Morto: paisagens incríveis

Jerusalém – e possivelmente Israel – amanheceu fechada nesta terça-feira pós-Dia da Independência. Nada aberto. Tínhamos comprado uns pães na Sambooki e partimos cedinho para nosso tour por Massada e o Mar Morto, comprados na United Tours por US$ 90, tudo incluso, menos o almoço, claro. Partimos do David Citadel Hotel, do lado do shopping elite Mamila. Depois de cerca de uma hora, cruzando o Deserto de Judéia e o Mar Morto, chegamos a Massada.

Chegando a Massada, perto do nível do mar Visual do deserto

Chegando à cidade histórica de Massada Massada fica lá no alto da montanha

Bom, há muito o que falar sobre Massada. Em linhas gerais, após a grande revolta dos judeus contra os romanos, alguns conseguiram fugir para uma fortaleza feita nas montanhas pelo rei Herodes. Mas, para dar o exemplo, o general Flavius foi incumbido de matar os rebeldes. Mas a fortaleza era praticamente intransponível. Então, o romano e seu exército de dezenas de milhares de homens construíram uma rampa, por onde invadiriam Massada. Herodes então, vendo o inevitável fim, ordenou que todos se suicidassem. Quando os romanos, enfim, entraram na cidade, se surpreenderam, pois todos estavam mortos. Esse mito inspira o Estado de Israel atual. Os recrutas do exército vão, eventualmente, jurar lealdade ali, em Massada. E dizem ‘Massada não cairá jamais’.

Placa do Parque Nacional de Massada, um símbolo de Israel De teleférico, até o alto da colina

Visual inacreditável para o deserto e o Mar Morto Dá pra acreditar nesse visual?

Assim como Massada, o Fluzão não cairá jamais! Sisi caminhando de volta para a base de Massada. Com o Mar Morto ao fundo...

Teleférico abaixo. Eu sempre acho isso meio tenso...

 

O lugar tem uma vista fantástica para o Mar Morto e o Deserto. Indescritível. Ainda pode-se ver parte da rampa e muita coisa original do tempo de Herodes. Você pode ver muito de como eles eram engenhosos – e como o clima mudou em algumas dezenas de centenas de anos. A trilha de subida pode ser feita a pé por 22 shekels ou de teleférico, 72 shekels subida e descida. Sinceramente, não vejo serventia na trilha de subir. Me parece muito algum tipo de ritual de autoflagelação, onde você caminha por escadas infinitas sob um sol escaldante no meio do deserto, perde energia e cerca de 1 hora e meia, tudo isso para economizar R$ 35. A trilha não tem nada de especial, nenhuma vista que não tenha no topo. Para mim, é a típica economia porca.

Aproveitamos muito nosso guia, o Rafi, que explicou muita coisa tintin por tintin. Gente fina mesmo ele. Passeamos um bocado pela cidade e, já à beira da exaustão pelo calor, descemos e voltamos para o ônibus. Próximo destino: spa Ein Gedi, para boiar na água supersalgada do Mar Morto.

'O lugar mais baixo do planeta' A turma frequentadora do Mar Morto

Bom, honestamente, o spa é um lugar meio… bom, não vou empregar adjetivos pejorativos politicamente incorretos. Mas é um lugar com uma gente que parece que nunca viu sol, praia ou piscina. Churrasquinho pra lá, farofada pra cá… Enfim, pegamos nosso armário, almoçamos (foi um dos almoços mais caros da viagem) e partimos pro famoso mar. Andar pela sua beirada requer chinelo – o sal transforma andar numa tarefa literalmente espinhosa – e cuidado, afinal, você não pode nem pensar em afundar a cabeça. Primeiro, por que é difícil mesmo. Segundo, é perigosíssimo molhar os olhos com essa água. Então, devagarzinho, ficamos boiando ali. É muito louco mesmo. E a paisagem é completamente estonteante, com as montanhas de um lado, aquele mar azul do outro… Um oásis!

Dum lado, o Mar Morto. Do outro, o deserto. Os opostos se atraem... Um cenário absolutamente de paz. Um lugar mesmo único

O fundo do mar morto e suas 'espadas' de sal. Andar, só de chinelo E eu boiando à deriva no Mar Morto

Se você tiver qualquer machucado, vai arder. Muito. Eu tinha uns arranhados nos dedos e ardia. Bom, depois de algum tempo ali – não muito – voltamos para o spa. Aproveitei para me lambuzar com a lama do Mar Morto, que, dizem, é bom para a pele. Não atestei a propriedade médica da gosma, mas que é divertido, é. Só evite ficar muito tempo, já que lama quando seca vira jarro. E depois pra tirar aquilo do seu corpo pode demorar de alguns minutos a alguns anos, imagino, dependendo de onde você tiver besuntado…

Tirando a tal da lama, que de medicinal nada tem

Muitos recomendam, ainda, os banhos de enxofre. Eu passei. Já experimentei isso uma vez e sei que esse cheiro é pior que trauma de infância: só sai com terapia da braba. Tomei um banho normal, troquei minhas roupas e caminho da roça para Jerusalém.

Enfim, o day trip é curto, mas vale a pena. Você pode ir por conta própria – seja de ônibus, seja de carro. E certamente vai sair mais barato. Mas a comodidade de ter alguém te explicando tudo, de não ter que pensar nada, onde parar, o que fazer e, sobretudo, de poder dormir na volta ou apreciar a paisagem na ida, não tem preço. Ou tem. Mas é baratinho.

Já em Jerusalém, andamos um pouco pelo burguês Mamila, que prova que shopping é shopping em qualquer canto do mundo. Dali, demos uma voltinha rápida pela Ben Yehuda, comemos num restaurante bem sem graça e fomos pra casa dormir. Afinal, era hora de repor o sono perdido da noite anterior. Mas pelo menos foi um dia com um march bem abaixo do nosso padrão…

Ah, uma coisa muito importante que aprendemos hoje é uma forma barata e malandra de se transferir de Telaviv para Jerusalém. Então, você chega no Ben Gurion, curte um ou dois dias em Telaviv e reserva um day tour por Massada e Mar Morto, por exemplo. Mas pode ser qualquer outro. Os ônibus saem de Telaviv e só depois pegam os outros turistas em Jerusalém. Você paga coisa de US$10 a mais. Mas põe sua bagagem no ônibus. Faz o tour e, na volta, em vez de ir para Telaviv, você desce em Jerusalém, a primeira parada. Pronto, economizou tempo, dinheiro e ainda fez um transfer confortabilíssimo.

Dicas do dia:
- Daytrip por Massada e Mar Morto. Mas você pode fazer por conta própria também, de ônibus ou alugando um carro
- Souvenires do Mar Morto, produtos de beleza e coisas afins
- Sentar e ficar olhando a paisagem do deserto, Mar Morto e as montanhas da Jordânia, do alto de Massada
- Passear por Jerusalém no dia da independência, completamente fechada e vazia
- Transfer ‘malandro’ de Telaviv para Jerusalém via daytrip: sai praticamente de graça

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1 comentário paraDaytrip por Massada e Mar Morto: paisagens incríveis

  • M. Aparecida

    Adorei todas as dicas!
    Estou com passagem marcada para Istambul para Maio/2012 e com certeza farei uso delas.
    Obrigadão.

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