Hoje, quarta-feira, dormimos bastante para compensar a noite anterior. Acordamos por volta das 10h e fomos andar na Ben Yehuda daqui de Jerusalém. Logo na esquina, paramos na Steve’s Backpacks Jerusalem, que fica quase na esquina da Ben Yehuda com a Ben Hilal. É uma marca famosíssima entre mochileiros do mundo inteiro, que fabrica uma das mochilas mais resistentes do mundo. Se você é backpacker, certamente já viu alguém usando uma mochila cascuda, com o logo tipo um sol nascente com raios.
Comprei, enfim, a minha, por simplórios 199 shekels – um investimento para a vida toda, creio. Tomamos café na Sambooki, deixamos a mochila no hostel e fomos para o mercadinho da rua Yaffo, aquele, que fica na parte alta. Um mar de cores, sabores, frutas, comidas diferentes… Passeamos por toda a feira, compramos uns morangos gigantescos e umas maçãs belíssimas por preços inacreditáveis. Também é um bom lugar para comprar souvenirs. Botamos duas garrafas de azeite israelense na conta e sentamos no Pasta Basta, a dica da viagem. Uma massinha deliciosa, por preços ridiculamente baixos. Duas porções generosíssimas, com molhos fresquíssimos, por 64 shekels. Quase dois pratos pelo preço de 1 do nosso Spoleto. Sem contar que são muito mais gostosas. Mas se você preferir, na feirinha também tem falafels e comida local. Por precinhos bem amigos.
Bom, de lá, descemos a Yaffo em direção ao Portão Yaffo da Cidade Velha. Ali, encontramos o guia da New Europe Tours para o tour pelo Monte das Oliveiras. Pagamos 75 shekels por cabeça e nos juntamos ao grupo. Depois, pegamos uma sherut (mais 10 shekels por cabeça) para o Al Tour, o alto do bairro árabe ali no Monte. Pelo caminho, visuais deslumbrantes da Cidade Velha.
Descemos e fomos para a Igreja da Ascenção, onde, supostamente, Cristo teria ascendido aos céus depois da ressurreição. Dali, descemos para a Pater Noster, uma pausa para vermos o cemitério judaico, onde ouvimos histórias interessantes sobre as tradições e sobre Menahen Begin, um dos políticos mais importantes da história de Israel.
Dali, descemos para a igreja Dominus Flevit, lugar onde supostamente Jesus teria avistaro Jerusalém pela primeira vez e chorado, ao perceber o comportamento imoral dos cidadãos. Daí o nome, ‘dominus flevit’, o ‘choro do Mestre’. Sua catedral, bizantina, teria a forma de uma lágrima ao contrário, e é uma das poucas igrejas que, em vez de serem viradas para leste, são viradas para Oeste, para a cidade santa. Dica boa é que, dali, se tem uma das visões mais lindas do Domo de Rocha e da Cidade Velha. Se você estiver atrás de uma excelente foto, ali é o lugar para ver tudo, no nascer ou no pôr-do-sol.
Partimos, então, para o Jardim de Getsemane. Esse é um dos lugares mais bonitos da Terra Santa. Oliveiras com centenas de anos adornam esse pequeno oásis no meio desse caos religioso. É pra sentar e curtir o lugar onde Jesus teria feito sua última ceia e dito suas últimas palavras. Esse sim, tem uma atmosfera muito harmoniosa. A próxima parada seria uma das supostas tumbas de Maria. Aqui, é a versão grega ortodoxa que conta. Uma igreja simples, mas com um ar soturno. Vale a visita. Só não entendi o motivo de se jogar notas de dinheiro em mais um suposto túmulo da mãe de Jesus…
Em vez de voltar de táxi para o Portão Yaffo, Eli, nosso guia gente fina, mostrou como voltar à pé, entrando pelo Portão de Lion. Com um casal de amigos holandeses, demos mais um belo passeio pela Cidade Velha, passando pela parte árabe, cruzando a parte católica, parando mais uma vez no muro e voltando à parte árabe, onde iríamos provar o famoso falafel do Abu Shukri (El Wad, 63, perto da estação 5 da Via Dolorosa). Infelizmente, estava fechado, então voltamos para a parte judaica, onde comemos no Schwaurma King – e recomendo, já que estava delicioso. Do lado, você pode comer uma Holy Bagel, mas ali tem massas, burgers e tudo mais. Bom lugar para quem se assustou com o lado árabe.
Dali, como já era bem parte, pegamos a famosa El Wad, cruzamos para a parte armênia, saímos pelo Portão Yaffo. Pegamos nossa rua Yaffo com nossos amigos holandeses, paramos mais uma vez para comprar uns pãezinhos na Sambooki, nos despedimos e fechamos o dia. Já estamos praticamente locais na Cidade Velha e arredores!
Dicas do dia:
- Pasta Basta, no mercadinho da Jaffo: massas deliciosas, fartas e baratas
- Pães e salgados do Sambooki
- Tour baratex pelo Monte das Oliveiras com a New Europe Tours
- A vista para a Cidade Velha do Monte das Oliveiras. Inesquecível
- A pracinha da alimentação no Quarteirão Judaico, na Tiferet Israel
