Na quinta-feira, planejamos fazer o Holy Tour, da mesma empresa do tour pelo Monte das Oliveiras, a New Europe Tours. Custa 75 shekels por pessoa, por quatro horas de um passeio bem legal, com guias ótimos. Comemos um café da manhã pelo caminho, no Sambooki, e encontramos o pessoal no Portão Yaffo, 11h da manhã.
Nosso guia, o Moki, era gente fina, e nos levou por caminhos que ainda não conhecíamos. A primeira parada foi a Igreja do Santo Sepulcro, que já tínhamos ido. Mas com algumas explicações, tudo fica muito melhor. Dali, andamos um pouco pela Via Dolorosa e paramos no Abu Shukri, o melhor falafel de Jerusalém, que tínhamos tentado ir na véspera mas não deu certo. O esquema é: come o que você conseguir, pagando apenas 35 shekels por pessoa. Vem salada, pastas, pita, uma bebida, batatas fritas e falafels, muitos falafels. Deliciosos, realmente. Valeu muito a pena.
Dali, fomos para o Monte do Templo, onde ficam as mesquitas e controlado parcialmente pelos palestinos. É uma área tensa, meio antipática, já que podemos andar normalmente pelas áreas católicas e judias, mas aqui, um monte de restrições mais severas a roupas, comportamento e passeios. Vimos as pessoas rezando, a Al-Aqsa e o Domo de Rocha. Não pudemos entrar, já que o acesso é limitado a muçulmanos apenas. Um pouco de contrasenso, já que é a casa de Deus – sobretudo após entrarmos nas mesquitas de Istambul normalmente. Enfim, não entendo, mas é chato.
Passeamos bastante ali, um lugar espetacular, com vistas impressionantes para Jerusalém e o Monte das Oliveiras. Depois, saímos e fomos notando as placas sobre as portas das casas, parabenizando aqueles que tinham ido para Meca recentemente – uma das obrigações dos muçulmanos. De lá, fizemos mais algumas paradas interessantes pelo caminho e acabamos na tumba do Rei David e na Igreja onde teria acontecido a Última Ceia. Do terraço dali, uma vista espetacular para a cidade – e para o muro que Israel constrói visando a separação de judeus e palestinos.
Em nossa última noite em Jerusalém, era hora do ‘The Best of’. Andamos pelos mercadinhos, compramos souvenirs – pechinchando bastante – e acabamos na feirinha da Rua Yaffo de novo, ali pelas 20h, 21h. Ao contrário do que imaginávamos, a feirinha estava bombando. Muitos e muitos judeus ortodoxos, árabes, uma loucura. Achamos nosso Pasta Basta, comemos mais uma vez ali, dois pratões deliciosos por 60 shekels. Aproveitamos para comprar frutas, pita fresquinho, queijo feta e geleia para o café da manhã da sexta, que seria corrido. A dica é: o mercadinho fica até tarde e é ridiculamente barato. Coma, compre, aproveite muito ali! E o melhor, com poucos turistas. Isso faz a comunicação ficar complicada, já que se fala pouco inglês, mas a linguagem de sinais tá aí pra isso.
Voltamos para o Hostel, preparamos as malas e fomos dormir cedo. O dia seguinte seria de viagem de ônibus, depois de carro, depois de avião.
Dicas do dia:
- Chegue cedo ao checkpoint para entrar no Monte do Templo. As filas são gigantescas
- Ainda no checkpoint, não leve facas, garrafas ou muita coisa em geral. Será confiscado
- Vista-se adequadamente. Mulheres devem usar mangas compridas e homens, não usar bermudas
- Curta bastante esse lugar incrível. Tire fotos, mas aproveite para sentar e sentir esse sítio
- Evite olhar para os guardas e para os muçulmanos, sobretudo mulheres. Brincadeiras, jamais
- Coma, obrigatoriamente, no Abu Shukri. É o melhor lugar da Cidade Velha
- Pechinche muito e não esqueça de falar que você é brasileiro. Mesmo que não seja… =)
- Veja o pôr-do-sol na Cidade Velha. É algo indescritível
